sexta-feira, 23 de março de 2012

Para Rainha da Inglaterra, vote no João

Muito se tem exigido entre os torcedores para que se apresentem sugestões práticas para a melhoria das coisas que acontecem no Avaí do João que, por sinal, não é o nosso Avaí. Balela, simples balela para tangenciar as cobranças que devem ser feitas àqueles que um dia afirmaram de pés juntos que ter capacidade para gerenciar um clube de futebol profissional.

Ademais, vamos e venhamos, quem disse que essa diretoria vaidosa, dengosa, encastelada em seus egos inflados pela cobiça de fazer surgir um Neymar surgir na Ressacada para ganhar uma montoeira de dinheiro está aberta a sugestões? Nunca esteve, nunca estará e assim será até o último dia de seu mandato. Toda ideia, não importa de onde venha, será desconsiderada.

Teimoso que sou, deixo mais uma sugestão que será lida por um ou dois deles para em seguida ser jogada na lata de lixo de suas parcas massas cinzentas. Proponho em caráter emergencial que se reposicione imediatamente o João para a função de Rainha da Inglaterra. Mantém seu status de presidente, cumpre seu mandato integralmente, mas passa a ser um personagem de retaguarda.

Sua imagem desgastada, desacreditada junto ao torcedor e empresariado está causando um estrago gigantesco ao Avaí. Que entregue
o comando executivo do clube para ser um "auditor interno" de onde poderá ter uma melhor visão do todo. O João é um péssimo administrador, mas um grande visionário, isso é fato.

O leitor deve se lembrar do drama que foi a saída de PPP do Figueirense. Descapitalizado de tudo, o clube corria o risco de quebrar, uma vez que das categorias de base ao profissional, tudo pertencia ao empresário. A sua saída era o prenúncio do Armagedon e não havia quem ousasse assumir esse pepino. Lodetti, que forma com o João a dupla "Eu não sei e tu menos ainda", se limitou a costurar apoios e deixou o clube sob a gestão de empresas competentes de SC. Está funcionando.

Houve um choque de gestão e o profissionalismo foi trazido de fora para dentro à fórceps. Plagiando esse case
do outro lado da ponte, afirmo que o presidente de um clube não precisa ser também o seu gestor. Há várias empresas e empresários louquinhos para entrar nesse negócio milionário do futebol e o Avaí seria uma mão na roda para o intento. Quem assumiria esse Avaí? Por favor, senhores, façam fila. Bunge, Hering, Weg, Tigre, agendem suas visitas.

Envie-se o João agora mesmo para outra viagem à Diney e proponha-se a gestão do clube para uma ou duas grandes empresas com co-participação nos resultados. O Avaí se mantém independente, torna-se profissional em todos os seus setores e na pior das hipóteses terá que socializar 20% dos lucros com seu parceiro. Eu disse lucros e não prejuízos. Simplório demais? Talvez. Mas o João desocupará a moita? Rá, nem a pau, Juvenal.

Um comentário:

  1. Tocaste num ponto crucial da lavagem cerebral. Torcedor pra reclamar não precisa dar sugestão. Quem quer dar sugestão dá, quem não quer não é obrigado a dar. O cliente não precisa dar sugestão pra quem fornece um serviço que está sendo pago. Quem não quer receber críticas... não preste o serviço. Vai pra outra área e seja feliz.

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