Naquele picadeiro, todos erraram

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Menos de 48hs foi o limite de tempo que o torcedor avaiano teve para comemorar o 16° título estadual. O que já era um motivo de vergonha ao ler o relato dos repórteres presentes à coletiva de ontem, adquire contornos de admiração pela balbúrdia gravada em vídeo. Com imagem é phoda.
Não lembro de ter visto algo parecido nestes muitos anos em que acompanho futebol. Salta aos olhos a falta de comando do clube, mas não é de hoje que o Avaí está à deriva, fato mascarado por três títulos regionais nos últimos quatro anos. Parece que futebol não é só resultado.
O protagonista desta novela dantesca é (aquele que deveria ser) o presidente do Avaí, dirigente que tem se esforçado para ter sua palavra colocada em xeque seguidamente. Após a última "reciclada" de elenco, os novos jogadores ainda desconheciam essa nuance cartolal, por assim dizer.
A saída de Ovelha marcou o início da família Arini. O grupo se fechou. Departamento de futebol, comissão técnica e jogadores realizaram a utopia de qualquer torcedor: ver seu time unido. Promessas feitas, título conquistado, mas o sonho se desfez quando a confiança foi quebrada ao estilo Zorra Total.
Embora, como torcedor, tenha ficado deveras satisfeito com a "enquadrada" que os jogadores impuseram ao João, não posso concordar que isso tenha sido feito à espreita, na calada da tarde, sem aviso prévio e ainda à céu aberto. Fizeram a coisa certa da forma errada, então fizeram tudo errado.
Talvez tenha sido a única forma, mas ainda assim foi um desrespeito à instituição Avaí FC. O clube saiu diminuído, humilhado, emporcalhado pela baderna instalada. Nossas comemorações cessaram. O clima positivo teve que ceder espaço ao cenário de caos. Antes "sequestrado" pelo João, hoje o Avaí está nas mãos dos amotinados meninos de Maria e do Corinthians, nossa matriz. Não tem graça.

5 comentários:

jd disse...

Acho que os jogadores fizeram a coisa certa, do jeito certo. Enquanto a balbúrdia acontecer só nos vestiários e bastidores, não haverá chance para mudanças, e a incompetência administrativa fica camuflada pelos títulos. Infelizmente, teve que ser desta maneira, escancarada, pra gente morrer de vergonha mesmo. Só assim podemos ter a esperança de que algo novo possa acontecer no Avaí.

simone_grav disse...

Como que o Presidente vai pra uma coletiva apresentar um novo gerente de futebol (que pelo que eu entendi vai trabalhar diretamente com jogadores)sem apresentá-lo aos mais, digamos assim, interessados?? Acho que eles reagiram conforme a ação do Presidente (diz a 3ª Lei de Newton, que toda ação corresponde uma reação, de mesma intensidade, porém de sentido contrário).A lambança está feita! Ontem o Cléber Santana não desfilou, hj Leandro Silva teve um problema estomacal e não treinou... (E estamos só na 4ª feira).

Pablo Antony disse...

Vem mais bomba por aí. Leandro Silva, Cleber Santana e Renato Santos estão de saída do Avaí. São informações que estão rolando nos programas esportivos. Só falta o ZUZU dizer que é tudo mentira para se concretizar.

ZUZU, és uma piada de mal gosto!

Alvinegro, o Maior disse...

Ao contrário do que disseram, coisa de moleque invadir a coletiva e desmoralizar o novo contratado.

Deveriam se fechar novamente como já fizeram uma vez e, infelizmente, obtiveram sucesso.

Que foi errado e totalmente (des)planejado a demissão, isso ninguém discute, mas agora deram pano pra manga e deixaram transparecer a casa do pai João que se tornou o Carianos.

Na primeira sequencia de resultados negativos o "presidente"?!?!?! e o novo gerente vão crescer pra cima do grupo e ter argumento para trocar quem quiserem...

Rafael Antunes disse...

Gerson eu discordo... Essa é a reação que a gente espera do conselho decorativo, dos sócios, da imprensa, dos blogueiros. Só repercutiu pq foram os jogadores que fizeram o papel... e que papel bem feito.
Não sei qual é a do João.
Ele consegue estragar tudo que toca....
O papel dele deveria ser de investidor secreto.

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