Já disse aqui que não gosto de torcedores fanáticos. São os mais instáveis emocionalmente e por isso mesmo, os mais infiéis. Na opinião desse blogueiro, o verdadeiro torcedor é aquele que está sempre junto ao seu time, principalmente nos momentos mais difíceis, quando as coisas não dão certo. É justamente nessa hora que sua missão passa a ser de alertar para o caminho certo, por meio de uma insatisfação inteligente e ponderada, que busca alternativas viáveis para ajudar o clube de seu coração. Mas não basta apenas ter as boas intenções, essa crítica precisa ser feito da forma correta e vir acompanhada de idéias.
Pois bem, ontem nosso inquestionável Paulo Silas teceu severas críticas ao Avaí. Falou da desorganização do clube em relação a assuntos que pensávamos fazerem parte do passado. Citou também a confusão de pessoas em campo após o término da final do campeonato. Muitos estranharam ele ter tornado a falar sobre esses problemas, o que deixa claro que não foram adequadamente resolvidos. Em bom português, foram empurrados pra debaixo do tapete.Você pode ter a opinião que nem deveríamos estar falando sobre isso agora, mas apenas tratando de coisas positivas, esquecendo o que passou, olhando pro Atlético e Vamo, Vamo, Avae! Se você pensa assim, devo alertá-lo que possivelmente sua mente ainda esteja estacionada na realidade da série série B ou do nosso fraquíssimo Campeonato Catarinense. É preciso entender que acabamos de ganhar um jogo de um time com uma folha salarial cinco vezes menor que a nossa, e nosso próximo adversário tem uma folha dez vezes maior, no mínimo. Na sequência enfrentaremos um time que tem 30 milhões de adeptos num dos maiores estádios do planeta, e por aí vai. Mas não precisamos resolver todos os problemas nos próximos três dias ou três semanas, mas nada impede de começarmos hoje, juntos.
Podemos começar pela interatividade
Um time não precisa ser grande para pensar como grande. Ainda somos pequenos, mas acreditem ou não, estamos entre os 20 melhores times de futebol do país. Chega de fazer de contas que o torcedor não vê esses (e outros) problemas. Nosso clube têm evoluído muito na sua organização extra-campo, e isso é notório. Mas é fundamental que deixemos essa mania de empurrar as falhas pra debaixo do tapete. Vamos falar, sim, dos nossos problemas, daquilo que pode ser melhorado, vamos ouvir os torcedores, conversar com os blogueiros, com as organizadas, colher sugestões, enfim, qual é o problema nisso? Porque diabos ainda se pensa que o Avaí é só aquele conjunto de salas embaixo do Setor A?
Com toda certeza os fanáticos não darão muita importância para essa tal de interação, afinal está tudo lindo, acabamos de ganhar um estadual, estamos na série A e Vamo, Vamo, Avae! Mas os avaianos de verdade estão loucos para participar e apoiar ainda mais o clube com suas idéias e soluções. Mas pra isso o clube tem que querer, tem que perceber que há pessoas interessadas nisso, um monte de gente, com diferentes conhecimentos e habilidades.
Me chama que eu vou, tô esperando. Eu e mais aqueles 4.000 malucos.
5 comentários:
Certo Gerson, porém cada macaco no seu galho, dirigente é dirigente, torcedor é torcedor, jogador é jogador, técnico é técnico, blogueiro é blogueiro e por ai vai, nada de misturar as coisas.
O Avai não é a casa da mãe Joana, e nem pode ser. Como clube tem vários problemas ainda é claro, reconhecido até pelo presidente, mas melhorou muito e pelo que se tem visto tem muito à melhorar, só que não pode ser do dia para a noite, vamos com calma.
Uma coisa é certa, as coisas no Avai estão muito melhores, tudo porque tem gente competente lidando com os assuntos referentes ao clube.
Abraços,
Seu Cunha
Grande texto, Gerson. Também acho que tem muita gente com ideias boas que poderia contribuir.
Já falei isso pro Rogério Cavallazzi, mas fica a dica aqui também: já faz algum tempo que os blogueiros do time rosa tem pelo menos uma reunião mensal com a Diretoria deles para essa troca de ideias e para discutir estratégias de marketing positivo. Não é o caso de imitar, mas penso que as boas ideias devem mesmo ser copiadas.
E essa mídia já deu mostras suficientes de sua força, vide o treino na sexta-feira passada.
Estou contigo. Se me chamarem, também vou ajudar.
Abração!
Cunha, o seu comentário reforça o conteúdo do post. Parece que você pegou o espírito da coisa, e isso é ótimo.
Marcelo, já tenho um post prontinho para amanhã falando justamente sobre isso: a Interatividade Digital e as Redes Sociais.
Gerson, repito o que escrevi em outros blogs.
Achei muito boa a entrevista. Temos que parar de "por panos quentes" no que acontece no nosso Avaí. Se estamos na Elite, temos que agir como tal. Nada de ficar escondendo as coisas como fazem do outro lado. O que está errado tem que ser falado e pronto. Não sejamos hipócritas, pois o que aconteceu foi muito sério. Tem louco pra tudo e se acontecesse alguma coisa com um filho meu, faria a mesma coisa que o Silas disse. Em primeiro lugar a minha família. O que é isso? Um pouco mais de profissionalismo. Família de jogadores e técnico precisa sim, ter mais proteção. O acesso tem que ser mais controlado. E acho que o Silas tá com cara de quem carregou uma pedreira, a nossa imprensa não é fácil. E os marginais e vândalos, sem cabeça, vão atrás. Portanto, queremos ser um time grande ou não?? Eu só tenho a agradecer a Silas tudo o que fez e vem fazendo pelo nosso Avaí.
Concordo com seu texto.
Silas tem mostrado td o potencial e prova disto é o acesso a elite do futebol brasileiro, título do cmapeonato catarinense e por isso e assim como qq outro cidadão tem q ter sua família e a si mesmo protegidos. Um esquema de segurança deve ser melhor estudado..talvez dificil com as imagens q vimos tanto em Chapecó como aqui na Ressacada.
Qto a idéia de torcedores ajudarem, acho interessante o q o Marcelo expôs, essa troca de informações seria bastante valida..Ja temos um começo, que foi qdo vc levou perguntas dos leitores/torcedores e depois publicou aqui as respostas..
Isto tem q ter continuidade, e talvez, abrir para mais interessados que possam contribuir com o nosso Avaí e desta forma pararmos de esconder "debaixo do tapete".
Saudações azurras! Abçs
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