I love money

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Com uma boa dose de alegria e tristeza, noto um despertar simultâneo em ambos os lados de nossas pontes em relação ao tema do Marketing Esportivo. A tristeza fica por conta da eternidade que isso levou para acontecer, e a alegria porque parece que finalmente chegou. Esse é um daqueles assuntos que todo mundo acha que entende o suficiente só porque não sai da frente da TV. O primeiro sintoma dessa miragem profissional é pensar que Marketing é a mesma coisa que propaganda. Não é não. Se você quiser conhecer o conceito mais amplo pode procurar aqui na Wikipedia. Simplificadamente, costumo dizer que Marketing é a arte de observar as pessoas e transformar isso em um bom negócio para ambas as partes. Se você não as ouve, não conhece seus hábitos, seu poder aquisitivo, seus desejos e sua cultura, esqueça. Pegue aquela verba do panfletinho e invista em deliciosas pizzas em compania de sua família. É muito mais lucrativo.

Tenho ouvido muitos elogios ao Marketing do Corínthians. Reconheço que são ações que estão atraindo milhões de Reais para seu caixa, uma maravilha. Ma sei lá, parece que o timão não gosta de sua marca. O manto alvinegro, por exemplo, virou uma batedeira de logotipos, com exposição de até cinco marcas ao mesmo tempo. Tivesse eu uma grande empresa, não a estamparia na camisa deles hoje, por exemplo. Acho que o alvinegro paulistano age assim exatamente porque não conhece o perfil de seus torcedores, então adeus ao seu conceito de público-alvo. Chegou com grana, tá fechado, porque o que importa são os resultados à curto prazo. Não gosto de clubes que pensam apenas o “agora”, pois estes tendem a pensar assim por muitos anos, e sempre com a corda no pescoço. Sem um planejamento realmente consistente de médio e longo prazo, só resta à estes clubes a eterna parceria com "a Sorte e a Pomba do Divino".

Gosto mais do que faz o sempre grande São Paulo FC. Quando anunciou a criação da rede de lojas oficiais SAO Store, o clube avisou que não vislumbrava apenas um espaço para vender seus produtos. A iniciativa tinha como meta o estabelecimento de um mercado para a formatação de uma grife que usasse o clube como mote. Esse conceito foi consolidado com a inauguração de uma filial na rua Oscar Freire, principal pólo da moda de luxo em São Paulo. Isso é uma verdadeira revolução. A criação de uma grife de um clube é algo inédito no futebol brasileiro. Nem Vampeta, com a maravilhosa sacada de batizar os são paulinos de Bambi, conseguirá evitar que essa marca se torne ainda mais desejada por milhares de consumidores.

Os Bambis cuidam muito de sua MARCA. Não que eles sejam mais amorosos, é que eles não se sentem culpados em ganhar muito dinheiro. Sem parar.

5 comentários:

Unknown disse...

Não tenho detalhes (não fui conferir), mas creio que Barcelona, Real Madrid e Milan são exemplos bem contundentes a serem observados. Veja que o Barcelona aceitou até hoje "apenas" a Unicef, sem falar que representa o orgulho de um pedaço da Espanha. Por que o Avaí não poderia representar o orgulho de Santa Catarina? Difícil, mas possível. Avaí pode ser sim uma marca muito forte (não sei porque me vem a cabeça a Mormaii). E penso que o melhor marketing não deveria se limitar à relação das pessoas com o futebol, basta citar o ciclismo. Já temos até garoto símbolo (Guga).
Os novos projetos (estádio, seleção na copa etc) deveriam ter essa visão da marca Avaí. E o marketing deve se destinar inclusive aos profissionais do futebol - um jogador prefere ir para o São Paulo ou para o Fluminense? Bom assunto para as reuniões do Conselho, da Diretoria e dos blogueiros

Unknown disse...

Fico realmente ridiculo a camisa do corinthians! Parece aqueles carros de corridas da Nascar, que não tem mais onde botar patrocinador. Isso é só pra pagar o salario do Ronaldo.

Adir José da Silva Júnior disse...

Gérson

Era disso que te falei quando critiquei a nova camisa do Avaí após o jogo contra o Flamengo. Acho que na época não entendeste o que eu quis dizer.

A camisa do Avaí, hoje, não foge muito ao formato da do Corinthians. Contra tudo o que eu, um leigo no assunto, sei de marketing. Até hoje tem patrocínio ali que eu não sei nem o nome.

Adir

Gerson Santos disse...

André, falei de Corinthians e São Paulo. Você citou Barcelona, Real Madri e Milan. Tem gente que já torce o nariz e pensa "Pô, não tem comparação". A gente também poderia ter citado o Duque de Caxias, mas tenho a sensação que não aprenderíamos muita coisa. Em relação ao patrocínio da UNICEF, prepare-se para ficar chocado: é o Barcelona que PAGA para estampar a marca UNICEF. É uma das ações de Marketing mais inteligentes da história. Um dia eu explico isso.

Eirck, apesar de usar o argumento da camisa, o post trata mesmo é dos cuidados que os clubes devem ter com sua MARCA.

Adir, le lembro, sim ixtepô. És um monstro!

NOBRE AZURRA disse...

Na verdade eu acho uma poluição visual à do Corinthians, Não sou muito conhecedor dessa área de Marketing, Mais acho que até no Corinthians existe confronto de interesses, veja o brasileiro é patrocinado pela Globo e eles colocam o logo do SBT estampado no seu uniforme. Não sei achei antiético, receber dos dois lados.

Abraços,

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