Por 8 votos a 1, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou ontem a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. A decisão se baseou no argumento de que a formação cultural sólida e diversificada exigida para o profissional de jornalismo não se adquire apenas com a freqüência a uma faculdade, mas pelo hábito de leitura e pelo próprio exercício da prática profissional. Assim, qualquer um que fala ou escreve e que se apercebe do direito de se expressar pode ser visto e até mesmo contratado como um profissional do jornalismo. Eu, por exemplo, agora posso dizer que também sou jornalista. Não é lindo? Resumindo, é a "coisificação" da informação, é o trenzinho da alegria da comunicação brasileira.O que temos com essa decisão é a desregulamentação da profissão, pois não é mais necessária a formação específica, cabendo às empresas (e não às faculdades) determinar quem está apto ou não para um cargo em seu Departamento de Jornalismo. Deixar a formação nas mãos do mercado é muito perigoso, pois os jornais e veículos de comunicação formarão profissionais com uma visão estreita de empresa em detrimento da informação de qualidade, ética e democrática. Se antes tínhamos a esperança na melhoria deste segmento, o que temos agora é a possibilidade real de que tudo piore. Prefiro especialistas para funções específicas, sem malabarismos e enjambrações mau acabadas, afinal de contas cada macaco deveria permanecer exclusivamente no seu galho.
6 comentários:
Confesso que tenho medo do que podemos encontrar "escrito" por aí agora.. Se com um diploma em mãos, muitas vezes encontramos barbaridades sem fundamentos nenhum, imagine agora??
Um passo gigantesco para trás!
Eeeeeee Brasil! =/
Daqui a pouco as parteiras lá do interior do Acre vão receber suas carteiras do CRM.
Se a qualidade dos "jornalistas" já não é das maiores, imagina agora...
O STF acaba de fazer um desfavor para sociedade brasileira.
Saudações Azurras,
Sandro
cara, se a vaca já estava no brejo, o que dizer agora? mas também o que esperar de um país onde o presidente nem tem o primário? vergonha. e falando em jornalista vc viu que o cara do blog Radar parou por causa de ameaças?
Se você é eu também posso ser... vou colocar no meu curriculo... hehehe
Abraços.
Seja o que Deus quiser. A porteira abriu e agora entra todo mundo.
Talvez o STF ficou bravo porque é um órgão em que não é necessária a formação jurídica para se ter acesso (já teve médico ministro do STF) e achou que se pode lá, pode em qualquer lugar.
Deve ter comentarista que adora usar a frase "Há quem diga..." que deve estar comemorando numa mesa de bar, rodeado de raposas felpudas.
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