Essa segunda-feira está esquisita. Cheguei de Porto Alegre pra lá de animado, louco pra sentar diante de meu computador para contar tudo o que vi e ouvi no Beira Rio. Mas tá difícil de falar ou pensar em outra coisa que não seja o papelão que fizemos no Mineirão. Não lembro de um momento mais contrangedor nos últimos anos. Aquela virada da Chapecoense foi fichinha, pelo menos era o time titular deles.Hoje é um dia fúnebre, dedicado ao "velório momentâneo" de um time que não soube honrar os 85 anos de glórias do mais querido de Santa Catarina. À partir de amanhã a gente poderá começar a pensar na ressurreição do nosso ânimo e do nosso time (a imagem tosca aí do lado é de Lázaro, o que voltou a viver, táx me entendendo?). Mas hoje tá difícil, tá cinza, tá triste. Como dizem os psicanalistas, é necessário e salutar viver o luto, reconhecer que há motivos para tristeza e não tentar abafá-lo com as tradicionais palavras de ordem e de auto-ajuda: "Bola pra frente... levanta a cabeça... fica assim não". Fico sim, mas é só até amanhã.
Aliás, à partir de amanhã postarei aqui no Avaixonados alguns dos ricos aprendizados obtidos nessa visita técnica ao Colorado Gaúcho. Fiquei positivamente surpreso com tudo o que me apresentaram em termos de gestão e cultura esportiva. E por falar em cultura, estava lendo agora um excelente texto do Vandrei Bion onde ele questiona a confusão institucional que a gente observa no uniforme do Avaí (que não é de hoje). Cada jogo é um layout diferente, um descuido preocupante para com o manto sagrado avaiano. Mas os jogadores, ah, esses sabem muito bem de qual camisa estamos falando. É a mesma camisa de uma nação fiel e apaixonada, de uma diretoria que cumpre com seus compromissos e de um clube que conquistou honrosamente o direito de estar entre as 20 melhores equipes do Brasil. Portanto, meus queridos atletas, respeitem essa camisa tradicional, que tem uma história maravilhosa. Não importa que seja uma diferente da outra a cada semana. Por mais bizarras que sejam, o escudo é sempre o mesmo... e é sagrado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário