Esse negócio de blog é uma coisa louca, um diariozinho virtual maravilhoso que inventaram e que insere milhares de pessoas em redes de relacionamento com objetivos e anseios comuns. Gosto disso. Então, dando seguimento aos meus “causos” pessoais, iniciado com a saga das cabras que aparavam e adubavam a grama do saudoso Adolfo Konder, hoje quero falar de uma habilidade que me acompanhou desde meus 10 anos de idade: a extração de bichos de pé.
Bichos chatos
Isso mesmo, sempre fui craque em cavocar a "patinha" de todo mundo atrás desses parasitas que causam aquelas coceiras terríveis. Tive a "sorte" de nascer e crescer numa casa de assoalho alto onde nossos dois cachorros, o Boy e o Skiper, faziam morada. Como todos os primos brincavam ali embaixo da casa, nossos pés se tornaram playgrounds dessas pragas. Minhas tias eram umas carniceiras, então, por dó da gurizada, me vi obrigado a aprender essa função. Já experiente, notei que grande parte do sofrimento dos meus pacientes era motivado pela ansiedade, nada mais. Como o pé ficava muito longe dos olhos, a não visão dos movimentos “cirúrgicos” acrescentava uma dor meramente emocional, o que tornava tudo mais complicado. Aí pintou uma idéia.
A solução
Inventei a cirurgia falada. Ela consistia em informar ao paciente cada movimento da agulha, dando uma idéia de tudo o que estava acontecendo, o que gerava mais tranquilidade ao operando e facilitava a minha intervenção. No fim de pouco tempo já estava tirando bicho de pé de toda vizinhança. Esse era o meu blog da época: trabalhava muito, não ganhava um tostão, mas ficava conhecendo todo mundo.
Os bichos de pé do Avaí
Com essa campanha horrorosa que nosso time vêm fazendo na série A, todo dia surge um “bicho de pé” diferente, ora na mídia, ora no Orkut e até mesmo aqui nos blogs avaianos. Muitas coisas estão pra lá de mau explicadas e tenho certeza que a maioria delas é pura fantasia, fruto de nossa ansiedade. Não acho que o clube tenha que dar conta de tudo o que acontece internamente, nada disso, prefiro aquele profissionalismo que sabe lavar sua roupa suja dentro de casa. Entretanto nada impede que algumas informações desnecessárias sejam extraídas de nossos “pés” com a boa e velha comunicação. O Avaí continua não falando com a gente, não liga, não manda um cartão postal, não se comunica. Isso gera uma ansiedade inútil, que só aumenta nossas dores e acrescenta problemas meramente virtuais. Se as fofocas se proliferam, a culpa é do Avaí, pois quem não se comunica se trumbica. E então, vamos conversar mais, mô timo?
Bichos chatosIsso mesmo, sempre fui craque em cavocar a "patinha" de todo mundo atrás desses parasitas que causam aquelas coceiras terríveis. Tive a "sorte" de nascer e crescer numa casa de assoalho alto onde nossos dois cachorros, o Boy e o Skiper, faziam morada. Como todos os primos brincavam ali embaixo da casa, nossos pés se tornaram playgrounds dessas pragas. Minhas tias eram umas carniceiras, então, por dó da gurizada, me vi obrigado a aprender essa função. Já experiente, notei que grande parte do sofrimento dos meus pacientes era motivado pela ansiedade, nada mais. Como o pé ficava muito longe dos olhos, a não visão dos movimentos “cirúrgicos” acrescentava uma dor meramente emocional, o que tornava tudo mais complicado. Aí pintou uma idéia.
A solução
Inventei a cirurgia falada. Ela consistia em informar ao paciente cada movimento da agulha, dando uma idéia de tudo o que estava acontecendo, o que gerava mais tranquilidade ao operando e facilitava a minha intervenção. No fim de pouco tempo já estava tirando bicho de pé de toda vizinhança. Esse era o meu blog da época: trabalhava muito, não ganhava um tostão, mas ficava conhecendo todo mundo.
Os bichos de pé do Avaí
Com essa campanha horrorosa que nosso time vêm fazendo na série A, todo dia surge um “bicho de pé” diferente, ora na mídia, ora no Orkut e até mesmo aqui nos blogs avaianos. Muitas coisas estão pra lá de mau explicadas e tenho certeza que a maioria delas é pura fantasia, fruto de nossa ansiedade. Não acho que o clube tenha que dar conta de tudo o que acontece internamente, nada disso, prefiro aquele profissionalismo que sabe lavar sua roupa suja dentro de casa. Entretanto nada impede que algumas informações desnecessárias sejam extraídas de nossos “pés” com a boa e velha comunicação. O Avaí continua não falando com a gente, não liga, não manda um cartão postal, não se comunica. Isso gera uma ansiedade inútil, que só aumenta nossas dores e acrescenta problemas meramente virtuais. Se as fofocas se proliferam, a culpa é do Avaí, pois quem não se comunica se trumbica. E então, vamos conversar mais, mô timo?
10 comentários:
S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L
Em um post ai para trás fiz um comentário grande sobre sobre a noca campanha de sócios do Avaí e falei que o Avaí deveria fazer mais promoções. Estava vendo globo esporte e mostrou uma promoção do nosso coco-irmão que era "torcedor presidente por um dia" o ganhador passava o dia dentro do clube observando como tudo acontece e conversando com jogadores e diretores, era desse tipo de promoção que eu estava falando, aproximando clube e torcedor e não custa nada para clube. Abraços
A diretoria não responde, talvez porque tenha mais coisas pra fazer, não acha?
Afinal, tem que preparar o time para a decisão de domingo, ir atrás dos tão requeridos reforços, buscar um medalhão, se ajustar para receber novos sócios da campanha recém lançada (ainda que dependa de seu aval), blindar o Silas mais uma vez, cuja mídia da Capital quer porque quer vendê-lo.
Puxa, tem serviço por lá.
Grande post Gerson!
Abraço,
Bruno Koerich.
Rodrigo, se você notar AINDA não me pronunciei sobre o nova campanha do Avaí. Tenho uma boa razão para isso. Hoje ou amanhã farei o Relatório de Viagem ao Inter de POA e logo depois falarei sobre esse tema que você aborda.
Alexandre, NADA é mais importante que a comunicação, pelo menos não nesse século. Sobre o meu aval, mostras ser um fanfarrão, mas um fanfarrão do bem. E por falar nisso, como vai a nossa querida Joinville? Ahá, te peguei!
Bruno, o bom filho à casa torna. Alvíssaras!
Gerson, concordo com o Rodrigo V.R., por que temos sempre que estar em desvantagem quanto ao nosso co-irmão? É aquilo que te falei, idéias temos muitas e garanto que deve ter um monte de gente com idéias inovadoras, mas será que é tão difícil assim a diretoria ouvir os torcedores e por em prática umas ações que não custam tanto???
A casa torna por que? Estou aqui diariamente! Porém as vezes sem tempo para a interação!
Porém absorvo diariamente suas palavras!
Continue assim!
Grande abraço e até domingo!!
É Gerson..tá dificil!
Mas ainda ñ é impossível...Queremos reação..ñ quero ficar só no " osso"!!! hahaha
E craque em bicho de pé é??? hahahah..Adoro os teus " causos"
Pô, Gerson, defina "fanfarrão do bem".
E como é que você descobriu que sou de Joinville?
Eve, algumas coisas não podem surgir do dia pra noite. Os sete anos de série A deles permitiram adquirir um know how que nós ainda não temos, claro. O importante é que essa percepção seja adquirida já, e eu acho que está sendo. A Marcca tem essa missão, a de impulsionar as mentes avaianas em direção ao profissionalismo.
Bruno, à CASA DOS COMENTÁRIOS, meu pombo. Pensa que me esqueci dos bons acréscimos que você sempre deu aos posts? Esqueci, não.
Jaque, é fato que ainda estamos no início do campeonato, ainda temos muito tempo para essa reação. Mas também é fato que daqui a pouco não teremos mais tempo.
Alexandre, Fanfarrão do Bem é um cara gozador com uma boa pitada de ingenuidade. Pode parecer perigoso a muitos, explosivo, mas na realidade busca apenas um pouco de atenção. E como sei que você é de Joinville? A forma de disfarçar o seu jeito tão característico de escrever... ahá.
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