Os gringos do sul

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O começo do trabalho de Paulo Autuori no Estádio Olímpico foi repleto de dificuldades. Depois de uma longa espera, o treinador conseguiu se desvincular do clube que trabalhava no Catar e assumiu o Grêmio, ainda na Libertadores, mas mostrando um futebol pobre, que não entusiasmava os torcedores. Menos de dois meses depois, o seu trabalho começa a aparecer.

Para o argentino Herrera, a forma como Paulo Autuori se dirige aos jogadores é fundamental para o bom entendimento entre atletas e comandante:
- A gente compreende o que ele pede. Não temos muito tempo para trabalhar, porque tem muitos jogos, mas aos poucos vamos pegando o que ele quer. A principal qualidade é a forma como se dirige ao grupo, é uma forma diferente, de falar as coisas de frente e como são. Para nós é muito bom. O professor pede para a gente jogar próximo, jogar curto, aos poucos vamos aprendendo - disse Herrera.

Agora, o clube gaúcho enfrenta o Avaí, em Florianópolis, na quarta-feira. O Grêmio já teve quatro partidas longe do Estádio Olímpico, e o retrospecto é preocupante: três derrotas e um empate. Uma das armas do tricolor é o entrosamento dos dois argentinos no ataque. Herrera e Maxi López foram companheiros na seleção sub-20 da Argentina, em 2001, e sabem da importância de exercer uma forte marcação já na saída de bola do adversário:
- A gente sempre tenta ajudar na marcação, sempre pensa no grupo e não no individual, isso é importante - encerrou Herrera. ClicEsporte/RS / Foto Rafaela Fernandes Musa Tricolor

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