A profissionalização da informação

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No post anterior, o leitor Adir José, o temido caçador de incoerências da imprensa catarinense, volta a atacar. Adir chama a atenção para um texto curto, porém antológico, de nosso quiridu Bob Alves em sua coluna de hoje no DC. A pérola é dele, o grifo é meu: "O Avaí ainda curte a vitória na Arena. De lá para cá, a frase que mais ouvi foi esta: “O time do Avaí é muito bom”. Como todo torcedor, concordo. Faltava apenas ajustar o esquema, com melhor marcação; qualidade a equipe tem. Em casa ou fora, é preciso jogar da mesma forma". Quem te viu, quem te vê, hein Bob?

Diante disso deixo aos leitores do Avaixonados um texto muito interessante do jornalista Erich Beting, extraído do site Universidade do Futebol Brasileiro, onde ele comenta sobre a necessidade da profissionalização de jornalistas e departamentos de comunicação dos próprios clubes. Na realidade a responsabilidade do trato correto das informações pertence a todos, e isso inclui os que transitam nas Redes Sociais Esportivas aqui da internet, sem exceção.


Acabaram com os furos no futebol
O jornalismo investigativo, descobridor de grandes histórias do mundo da bola, está com os dias contados. A acomodação da imprensa, em parte, explica esse fenômeno. É cada dia mais notório que o futebol vive um período de “pasteurização” da cobertura da imprensa. O jornalismo investigativo, descobridor de grandes histórias do mundo da bola, está com os dias contados. Ou, pelo menos, com a tendência a ficar cada vez mais raro de existir.


E qual é o motivo para isso?
A acomodação da imprensa, em parte, explica esse fenômeno. Em tempos de internet e comunicação mais do que instantânea, é cada vez mais fácil você obter informações de fontes oficiais sem a necessidade de correr atrás da notícia. Basta acessar o twitter, o site oficial, o blog e semelhantes que a informação está à disposição. Mas talvez essa seja a origem para que esteja cada dia mais complicado o jornalismo esportivo ser uma escola de formadores de bons repórteres, como já foi no passado. O amadurecimento dos profissionais que atuam no futebol tem provocado uma certa preocupação com a qualidade da transmissão da notícia. E isso faz com que, finalmente, o futebol discuta a necessidade de profissionalização dos departamentos de comunicação.

Não é mais comum vazarem informações sobre negociações de patrocínio. Demissões de treinadores são alinhadas com todos os envolvidos antes de serem comunicadas à imprensa. Saída e chegada de atletas são cada vez mais oficializadas depois de o contrato ter sido assinado ou, pelo menos, todas as partes terem chegado a um acordo. Foi-se o tempo em que o clube permitia vazar informações antes de o negócio estar consumado. E isso mostra uma evolução na maneira como o futebol está preparado para ser gerido como negócio. Às vezes, se uma história é passada à imprensa antes de ter sido consumada, atrapalha a negociação, que muitas vezes vira pó.

Esse cenário é péssimo para o jornalismo de investigação, mas permite que o futebol caminhe cada vez mais para uma profissionalização num dos campos mais carentes, que é o da gestão. Aos poucos, essa evolução no comando do futebol se refletirá nas outras áreas. O jornalismo já “sofre” um pouco com isso. Mas, do outro lado, os dirigentes nunca estiveram tão tranquilos no comando de suas funções.

Um comentário:

Felipe Matos disse...

Falta uma coisa também no jornalismo atual: ética profissional.

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