Olha, vou confessar uma coisa pra você, leitor do Avaixonados. Durante toda essa semana estou fazendo das tripas coração para não desfilar a antipatia que tenho por aquela parcela entojada de gaúchos. É a mesma minoria que teima em acreditar que o Rio Grande do Sul é o centro do Universo, que o Guaíba é maior que o Amazonas, que toma chimarrão e arrota Don Perrignon e comemora uma guerra onde foram derrotados. Haja paciência. Mas eu a perdi agora há pouco assistindo o Globo Esporte. Durante a reportagem sobre o Internacional e seu jogo de amanhã contra o Avaí só se falou do... Palmeiras. Isso mesmo, do Palmeiras, da conquista da liderança, das estrelas do time, do favoritismo ao título... menos do Avaí. Parece que não enfrentarão ninguém, ou quase ninguém.
Há exceções?Claro que há, sou casado com uma gaúcha maravilhosa, por exemplo. Há muitos outros gente boa que conheço: amigos, vizinhos de bairro e até as excelentes pessoas da diretoria que conheci quando visitei o Beira Rio em junho passado (aqui e aqui).
Mas parece que o time, a começar pelo técnico Tite, perdeu a noção do perigo, o perigo de enfrentar um time que protagonizou a maior reação que o Brasil já viu desde o início da era dos pontos corridos. Espero que os colorados, torcedores e time, se inspirem com os avaianos em como se deve tratar um oponente esportivo. Será uma chance única de conviver com um povo que é exemplo de educação e boa vizinhança para todos aqueles que aqui aportam, seja para assistir um jogo, seja pra ter esperança de encontrar a dignidade de viver a vida. Imagens Avaí Futebar Clube e Ressacada On Fire
3 comentários:
Bobagem, Gerson, eles não está aí para esse discurso de bom moço, pelo menos aquela parcelinha abobada. É uma gentinha nojenta e antipática.
Mas não tem problema.
Domingo á noite haverá uma torcida que vai deitar lágrimas na passeata da diversidade. E vestida de vermeho e branco.
Texto perfeito, escreveu tudo que eu tava com vontade e não escrevi porque não consigo ser tão politicamente correta. Hehehehehee!
Alexandre, sabe como é, no texto principal a gente tem que ser "mais social".
Kátia, eu sublimei. Acrescente 39 palavrões e meia dúzia de ataques regionais e você terá o texto que eu realmente queria ter escrito... rs
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