quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Entrevista com Claudinei Oliveira

Claudinei Oliveira ainda não teve tempo para descansar desde que chegou em Fpolis em 25 de agosto. Seu trabalho no comando do Avaí tem sido intenso. O primeiro passo foi conhecer o elenco, depois ir a campo e estruturar a equipe. O bom é que os resultados têm acompanhado o treinador.
Desde que ele chegou, são quatro vitórias e um empate na Série B, uma sequência que levou o Leão a voltar a sonhar com o acesso à elite do futebol nacional. O treinador é realista. Reconhece que é possível conquistar o acesso, mas sabe também que isso tem que ser tratado jogo a jogo e com o pé no chão. Afinal, há pouco tempo a equipe lutava contra o rebaixamento.
- Eu falei para os jogadores esses dias. Você saíram vaiados depois da derrota para o Bahia e agora, contra o Bragantino, saíram ovacionados. O nosso futebol é de luta, competitivo. Não é um futebol vistoso, mas é de muita entrega. Assumimos isso e sabemos o que tem que ser feito.
Como faz para conhecer o elenco com tão pouco tempo?
No dia a dia. Jogadores ligam uns para os outros e perguntam como era o nosso trabalho em outros times. Eu também procuro informações. Mas nada tira o dia a dia. (...) Posso sair do Avaí e levar um jogador que não está jogando hoje se vejo que no treino ele vai bem. Também tem que ter humildade para ouvir todo mundo, olhos para todos e não abrir mão de ninguém. É muito fácil mandar seis embora e contratar oito. Esse é o caminho mais fácil, não quer dizer que é o melhor.
Consegue explicar a magia entre a torcida e o Marquinhos?
Ele jogaria em qualquer time da Série B e em muitos de Série A. Estando 100%, ele pode jogar em qualquer equipe. Marquinhos é jogador fantástico, que aqui é ídolo e isso dá confiança para a torcida. Se ele vai cobrar uma falta, a torcida já fica na expectativa de ver o gol. Uma prova disso é que, em cinco jogos, deu cinco assistências.
Como segurar a empolgação pelo acesso?
É bom que exista, mas não podemos deixar isso atrapalhar. Trabalhamos alertando. Converso com os líderes do grupo para sempre lembrar onde estávamos e o que estamos fazendo para mudar a situação. Não podemos deixar baixar esse rendimento. Podemos perder porque o outro time foi melhor e não porque deixamos de nos dedicar como temos feitos nessas últimas partidas. via DC

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