A rapadura é doce mas não é mole

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O leitor deve estar lembrado da coletiva do João no final do ano passado garantindo que todos os parceiros comerciais haviam confirmado presença ao lado do Avaí para a temporada 2012. Logo de cara tivemos a baixa da Intelbrás e Komeco, perdas financeiras consideráveis para o orçamento anual. Em seguida vazaram factóides que o clube estaria firmando patrocínio com uma grande instituição bancária, coisa que também não se mostrou verdadeira.
A série B começou e para a alegria do torcedor - e tristeza do caixa da Ressacada - o manto azurra está mais limpo de que costume. Essa é a realidade de não figurar na mesma divisão dos 20 maiores clubes brasileiros: o desinteresse comercial. Rapidamente, se você comprar os dois maiores jornais da Capital, o DC e o ND, notará que em ambos o-do-Estreito abre não só a capa principal mas também a do caderno de esportes com fotos arrasa-quarteirão.
O Avaí aparece perdido num cantinho inferior esquerdo ou direito e lá dentro, quando muito, com meia página dedicada. O co-irmão, por sua vez, não ocupa menos que uma página e meia. Não é perseguição nem sacanagem editorial, é business puro e simples. Lembre-se que 51% da população de Florianópolis é composta por haoles e que 90% do interesse das empresas é pela série A.

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